Marie Benattar / Photographie

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Marie Benattar est une photographe bricoleuse. De celles qui s’attachent à transgresser les médiums et à les mixer. Elle a été justement récompensée lors du Prix Mark Grosset, dans la catégorie photographie plasticienne en 2010 puis lauréate de la Bourse du Talent Mode en 2013. Marie vit à Paris, elle est née à La Réunion, à vécu à Bali et à Istanbul. Elle nous livre ici son process de création à la frontière du collage, ses parti-pris et comment son travail a évolué lorsqu’elle vivait à Istanbul.

– « Hey Marie, parle nous de ton actu ! »

« Mon travail est actuellement présenté dans une exposition collective à la galerie Bettina à Paris jusqu’au 12 mars 2016. Et j’aurai également le plaisir de présenter celui-ci lors de l’exposition « Comme Un Arrière Goût… Et le début des Offs… « , à la Galerie 1984,  à partir du 20 Mai 2016, à Clermont-Ferrand.

Actuellement, je travaille beaucoup pour des commandes notamment auprès de créateurs de mode et d’accessoires. On me donne carte blanche pour créer des images qui constituent leur « identité visuelle ». C’est une partie commerciale qui me permet d’avoir des revenus de façon plus régulière. En revanche, je ressens en ce moment un fort besoin de faire des choses pour moi. Il va falloir bien s’organiser !  »

– « Photographe bidouilleuse ou photographe bricoleuse ? »

(rires)

– « Il peut vite y avoir des constructions de décors à une échelle importante mais tout est fait pour tenir et resister pour l’instant photographique. Il s’agit bien d’un dispositif ponctuel et fragile ! De plus, le papier est un matériau que j’utilise beaucoup, aussi bien pour les décors que pour les costumes. Il est léger, facile à transporter et à transformer. Comme le carton, c’est un bon allié pour des constructions… Bidouillées ! »

– « Tes mises en scène bien souvent parlent de la place de la femme dans la société, et ce, de façon ludique, la femme, c’est un peu ton sujet favori, non ? »

– « La plupart des personnages présent dans mes photographies, sont des prétextes formels et esthétiques à la limite du pictural, ou encore des sortes d’allegories. Le corps y est souvent utilisé à la façon d’un matériau et le corps féminin est celui sur lequel je me projette naturellement le mieux. Et puis, il y a l’empreinte d’une histoire personnelle. Ayant grandie comme un oiseau des îles dans un environnement où les femmes jouent tous les rôles et assument seules.L’autorité masculine c’est réellement manifestée une fois adulte. Notamment,  lors de mon séjour en Turquie ou j’ai découvert une culture complètement en contradiction avec l’environnement dans lequel j’ai grandie. J’y ai découvert une toute autre planète. Les femmes y sont libres d’évoluer dans des limites définies soigneusement ou plus violemment par l’homme. C’est ce cadre qui doucement a fait grandir une certaine colère face à l’autorité masculine et au complexe de supériorité que l’homme peut parfois avoir.

Paradoxalement, je vis avec un homme de nationalité turque depuis bientôt 6 ans, nos différences culturelles nous ont amenés à de nombreux clashs, mais cette perte de repère est une très belle richesse et une sacré expérience de l’amour !!! »

– « Je pense à une série en particulier que tu as réalisée lorsque tu vivais à Istanbul, étais-ce un moyen de régurgiter ton ressenti ? »

– « La série La Valse Turque que j’ai réalisé en Turquie ! La femme se retrouve une fois de plus au centre de la photo ! Tantôt manipulée la tête en bas tantôt, amazone surplombant une montagne noire ou encore sorte de papesse derviche où les hommes se retrouvent figés à ses pieds. La composition y est érigée à la façon d’une pyramide stable ou encore sous la forme d’un triangle renversé, symbolisant l’autorité.

Entre temps j’ai aussi fait une série commerciale pour la marque de foulards Mii sur l’idée d’un rêve où la différence ne sépare plus ! Les photos sont un support idéal pour se questionner ou encore naviguer au milieu des signes, des images, des ressentis, souvenirs afin d’organiser dans un patient cheminement son expérience du monde. »

– « Allez dernière question : t’écoutes quoi dans ta playslist nana en ce moment ? »

– « Alors Nina Simone, toujours ! Ah, tiens, Pipilotti Rist une artiste vidéaste a fait une une reprise de de Wicked Games de Chris Isaac qui s’appelle « I am a victim of this song » que j’aime beaucoup !

Et ! (rires) Véronique Sanson : (elle chante) tu m’as dit que j’étais faite pour une drôle de vie, j’ai des idées dans la tête et je fais ce que j’ai envie, Chanson sur ma drôle de vie ! »

– « C’est parfait comme conclusion ! (rires) Merci Marie, on continuera à suivre ton actu ! »

http://www.marie-benattar.com

facebook.com/MarieBenattar

 

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Marie Benattar é uma fotógrafa e artista multimidia. Aqueles que se agarram a violar métodos e mistura todos. Foi justamente recompensada com um premio de arte de Mark Grosset, na categoria fotografia em 2010 e vencedor do Prêmio « Moda Talent » em 2013. Marie vive em Paris, ela nasceu em La Reunion (ilha que pertence à França, localizada na Oceania, viveu em Bali e Istambul. Conta-nos um pouco do seu processo criativo como atingir limites, sua veia de criação e como seu trabalho evoluiu ao viver em Istambul. – «

 

-Hey Mary, nos fale um pouco sobre as novidades! 

« Meu trabalho esta aberto a visitas atualmente em uma exposição coletiva na Galeria Bettina Paris até o dia 12 de março de 2016. Eu também tenho o prazer de apresentá-lo na exposição » Taste Like A Voltar E … os primeiros offs … « , para os 1984 Gallery, dia 20 de maio, 2016, em Clermont-Ferrand (centro da França).

Atualmente eu trabalho para um monte de gente diferente, especialmente designers de moda e acessórios. Eles me dão a liberdade para criar imagens que constituem as « identidade corporativas »deles. Esta é uma área comercial que me permite ter renda regular. No entanto, eu sinto agora uma forte necessidade de fazer coisas para mim. Tenho que de me organisar ! «

 

– Artista ou Fotografa ?

(Risos) – « Pode ser os dois , faço tambem decorações de edifícios em grande escala, mas de tudo é feito para resistir e ficar pra O momento da foto . É tudo de fato, pontual e fragil ! Além disso, o papel é um material que eu uso muito, tanto para o cenário como para fantasias. É leve, fácil de transportar e transformar. Tal como o cartão, é um bom aliado para construção … improvisado ! «

 

– Suas encenações muitas vezes falam sobre a situação das mulheres na sociedade, e, de uma forma lúdica, a mulher é um dos seus assuntos favoritos, não é?

– « A maioria dos personagens presentes nas minhas fotografias são usados de maneira formal e estética para limitar a pintura, ou tipos de alegorias. O corpo é muitas vezes usado na forma de um material e o corpo feminino é, naturalmente, o dentro do que eu quero projetar melhor. E depois há a marca de uma história pessoal.

Eu cresci como um pássaro das ilhas num ambiente onde as mulheres desempenham todas as funções e assumiam sozinhas. As mulheres são livres para evoluir dentro dos limites definidos com cuidado ou mais violentamente pelos homens. É neste quadro que lentamente fez crescer um pouco de raiva na autoridade masculina e complexo de superioridade que os homens podem ter, às vezes.

Ironicamente, eu vivo com um homem de nacionalidade turca ja a quase 6 anos, as nossas diferenças culturais trouxeram-nos a muitas disputas, mas esta falta de « marcas » é uma grande riqueza e uma experiência sagrada de amor !!! «

– « Eu lembro de uma série especial que você fez quando você estava vivendo em Istambul, foi uma maneira de desabafar o seu sentimento? «

– « A série turca Waltz que eu fiz na Turquia! A mulher é mais uma vez o centro da imagem! Às vezes cabeça para baixo, as vezes, uma amazona com vista para uma montanha preta ou tipo de inversão onde os homens são encontrados congelados em aos pés dela.

A composição é construída na forma de uma pirâmide estável ou sob a forma de um triângulo invertido, simbolizando a autoridade. Enquanto isso eu também fiz uma série comercial para a marca Mii, sobre a ideia dum sonho em que as diferenças não separam mais! As fotos são um meio ideal para questionar ou navegar no meio de sinais, imagens, sentimentos de lembranças, e para organizar em uma viagem lenta uma experiência do mundo . «

– « Muito bom!,Ultima pergunta: o que você ouve de musica feminina ? «

– « Então, Nina Simone, sempre! Ah, tambem uma artista de vídeo Pipilotti Rist que fez uma vresão da Wicked Games do Chris Isaac chamada « Eu sou uma vítima desta canção, » Eu amo ela! ebah ! (Risos) Véronique Sanson: (ela canta) que você me disse que eu fui feito para uma vida estranha, eu tenho idéias na minha cabeça e eu faço o que eu quero, esta é a minha canção engraçada-se sobre a vida ! «

– « É perfeito como um fechamento! (Risos) Obrigado Maria, vamos continuar a seguir a sua carreira e suas novidades 

 

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